terça-feira, 24 de dezembro de 2019

CONTO: O PROTAGONISTA


O Protagonista.

Aquele deveria ser o dia mais feliz da carreira profissional de Pedro Antônio. Depois de longos vinte anos de trabalho, ele seria promovido a Diretor do Departamento de Negócios Internacionais de sua empresa.

— Huuummm...!

Pedro Antônio era um cinquentão aprumado, de um metro e oitenta e cinco de altura, esbelto, moreno claro, cabelos grisalhos nas laterais e de uma beleza de provocar inveja em qualquer homem. Com o seu charme, por onde passasse, o Pedrão, como era conhecido, arrebatava corações femininos por onde passava.

— Legal! Quantas mulheres! Eu só pegava as mais lindas e sensuais!

Pedro trabalhava na empresa número um do segmento de produtos eletroeletrônicos: a A.S.Tech - América do Sul Tecnologias, localizada na cidade de Florianópolis, Santa Catarina.

— Cidade Maravilhosa! Não é o Rio de Janeiro, mas é maravilhosa!

Durante todos esses anos de serviços prestados à empresa, ele jamais teve nenhum problema que desabonasse a sua conduta. Era um funcionário exemplar, de tomadas de decisões rápidas e precisas. Essas características formataram a chave para a sua promoção.

— Caramba! Este sou eu! Só não gostei do meu nome. Não gostei, mesmo--

Contudo, a sorte de Pedro Antônio estava prestes a mudar. Ele não sabia, mas a fazenda no interior do estado, a casa de praia, o carro importado, e alguns bens de menor valor, todos conseguidos com muito suor e trabalho, estavam sendo bloqueados por conta de uma denúncia. A notícia chegaria até ele em poucas horas. Entretanto, naquele instante, numa bela manhã de sábado, ele apenas curtia uma boa ida à praia.

— Oh! Senhor escritor! Antes de tudo, obrigado por me criar, por me dar uma fazenda, uma casa de praia e outros bens. Sua imaginação foi muito fértil ao descrever-me como um belo homem, e tal, mas alguns pontos precisam ser esclarecidos.

— Quem escreveu essas palavras?

— Pedro Antônio! Quem mais poderia ser? É esse nome esquisito que inventou para o protagonista da sua história? Pedro Antônio? Por acaso não conhece nomes melhores, tipo Brad Pitt, George Clooney ou, quem sabe, William, mesmo que não seja o Bonner? E de qual denúncia está falando?

— Como pode estar se comunicando comigo? Você é apenas alguém que saiu da minha imaginação! Não faz sentido que esteja escrevendo coisas que eu deveria escrever!

— Alô! Tem alguém aí dentro dessa cachola?

— Como assim, “tem alguém aí”?

— Como escritor, o senhor é um ótimo criador de jegues. Como pode se meter a escrever um livro, sei lá sobre o quê e dar o nome de Pedro Antônio para o seu protagonista? Diz que sou de arrasar o coração da mulherada, de causar inveja nos homens e me dá o nome de Pedro Antônio? De onde tirou esse nome horrível? Com um nome desses eu não pego nem gripe, quanto mais mulheres, como você escreveu.

— Como sabe que estou escrevendo, ou pelo menos, tentando escrever um livro?

— E como pode ser tão burro? Na primeira página, logo abaixo do título, O Protagonista — espero que esteja se referindo a mim —, diz que é um livro de Paulo Gomes. Portanto, senhor Mané, pude deduzir que se trata de um livro. Não tente me enrolar com perguntas evasivas. Estou querendo saber o porquê desse nome ridículo que escolheu para mim. Se farei parte do seu livro — enfatizo logo — quero privilégios!

— Desde quando um personagem pode falar com o escritor e pedir privilégios? Isto é totalmente impossível! Sou o escritor aqui. Tenho poderes para fazer o que eu bem entender com os meus personagens! Eles são marionetes em minhas mãos e na minha imaginação. Fala sério! Isto não pode estar acontecendo! Seria uma loucura irreparável!

— Loucura irreparável é esse nome que arranjou para mim! Veja bem! Se não mudar o meu, o senhor tem a minha palavra de que não farei nada do que me mandar fazer nessa porcaria de livro! Eu jamais serei marionete em suas mãos!

— Escute bem, Pedro! Seu nome vai ser esse. Ponto final! Aliás, eu nem sei por que estou dando trela para você. Se alguém vir o que está acontecendo aqui, pensará logo que eu esteja ficando louco.

— Louco sei que o senhor já é. Milhões de nomes e me batiza com o nome de Pedro Antônio? Só pode ser doideira mesmo.

— Por que bate tanto nessa tecla do nome Pedro Antônio? O que tem de errado com ele?

— Sou supersticioso! Esse nome, definitivamente, não me trará sorte nas suas histórias, talvez nem mesmo um futuro. Com ele, o senhor pode ter certeza, seu livro não será vendido nem na feira do rolo.

— Isso não pode estar acontecendo. Estou tendo alucinações! É isso!

— Li o que escreveu. Tenho olhos de águia. Sei de todos os seus pensamentos! O senhor não está tendo alucinações. Sei até que antes de começar a escrever, o meu nome seria Roger, inclusive, que eu viria a ser um herói. Pensou na hipótese de eu ser um detetive, mas, não! O senhor teve a brilhante ideia de me tornar um Diretor do Departamento de Negócios Internacionais da, A.S. Tech, uma das maiores empresas do país. Até aí posso me sentir feliz, só que não quero esse nome. Não cai bem para um camarada como eu.

— Você está começando a me irritar! Se continuar a interferir em meus trabalhos, desistirei da ideia deste livro e escreverei outro. Será pior para você, que deixará de existir.

— Já lhe disse que posso ler pensamentos? Para sua informação, a minha história está bem aí na sua cabecinha de nordestino que é. É do Nordeste, não é mesmo? Viu como sei das coisas? Agora, se quiser ter um herói nesta “obra-prima”, como chama a todos os seus livros, é bom arranjar um nome bonito, que combine com a minha personalidade, do contrário, ficarei de braços cruzados, bem aqui. A sua história será um fiasco!

— Está me ameaçando?

— Sim! Com certeza! O que pode fazer contra isso?

— Já lhe disse que posso cancelar a história? Você pode deixar de existir? Ah! Claro, eu já disse. Se não parar de me interromper, pressionarei as teclas, Control + T e apagar todo o texto. Aí, parceiro, já era Pedro Antônio, Brad Pitt, George Clooney, William ou William Bonner. Fui claro?

— Tão claro que a partir de agora eu me recuso a participar da sua história. Pode apagar se assim preferir, só que... Só que--

— Só que, o quê?

— Precisa saber de uma coisa: desde o momento em que o senhor me criou, apesar desse nome ridículo, passei a fazer parte da sua vida. Seja prosseguindo, desistindo ou apagando, mesmo assim, em todos os livros que tentar escrever, estarei lá, fazendo algo com extrema intensidade! Escreverei um montão de coisas neles. Só palavrões! Riscarei os textos, trocarei as palavras por outras danosas e atacarei todo o elenco, tantos quanto o senhor criar. Também fui claro?

— Essa conversa está me deixando com a cabeça confusa.

— Não sei o que tem de confuso em nossa conversa. O senhor me criou, estou certo? Logo, existo. Simples assim.

— Afinal, o que você quer de mim? Meu Deus! Devo estar ficando louco!

— Não, o senhor não está ficando louco! Eu não quero nada de mais, apenas, que mude o meu nome e que se tiver personagem do sexo oposto, para se aventurar comigo, que seja da minha altura, loira, linda ao extremo, sensual, educada e corajosa. Em troca, prometo que farei tudo o quanto determinar na sua história.

— Julgo que estou dormindo. Isso tudo é um pesadelo.

— Não, o senhor não está dormindo! Pode acreditar! Como poderia estar dormindo, sentado em frente ao seu computador, e escrevendo? Aqui está rolando uma realidade pura, meu amigo! Pensou que podia fazer comigo o que fez com seus personagens anteriores? A parada aqui é sinistra, meu chegado! Estou assumindo o comando da sua narrativa. De agora em diante o senhor escreverá somente o que eu mandar! Se não mudar o meu nome, e não me der uma mulher gostosona para viver comigo neste seu livrinho de nada, o senhor não terá mais paz em sua vida de escritor! Nunca mais conseguirá escrever outro livro, caso não passe a ser submisso a mim!

— Definitivamente estou tendo alucinações.

— Quer parar de falar que está tendo alucinações? Preste bem a atenção! Vai acontecer o seguinte: o senhor me dará o seu nome na história. Paulo. Acrescente o sobrenome Pitágoras a ele para não ficar tão comum. Nada de Paulo Gomes. Quero deixar as honras do livro para você, somente, lá no título! Viu como sou bonzinho?

— Vai acontecer o seguinte--

— Não me interrompa! Eu ainda não terminei! Responda-me: qual o tema pretendia abordar no seu livro?

— Isso fará diferença para você, se souber?

— Apenas responda!

— Está bem! Pretendia escrever sobre uma aventura, com muita ação, onde você seria o protagonista e desvendaria um dos maiores roubos a banco que já tivemos no Brasil. Aquele do Banco Central de Fortaleza--

— E, blá, blá, blá! Esse tema é ultrapassado, meu bro. Quem na sua sã consciência iria querer ler um livro sobre assalto a bancos? É o seguinte: o senhor mudará o gênero, de policial, para político, e serei o Presidente do Brasil. O que fará a diferença na história político-econômica dessa nação sofrida. Aquele que acabará com a corrupção que assola o país, colocará na cadeia todos os corruptos, sem dar a eles o direito a regalias ou reduções de penas. O homem que mudará as Leis e punirá, com severidade, a todos que cometerem crimes, dos mais simples aos mais hediondos. Eleito, aprovarei a Lei da Redução da Maioridade Penal para 12 anos e farei com que esses “menores” infratores sejam obrigados a estudar e se tornarem cidadãos de bem. Os condenados terão que trabalhar para garantir o seu próprio sustento. Nada de auxílio-reclusão ou coisa parecida. Serei o presidente que gerará milhões de novos empregos. Aprimorarei a educação e fortalecerei a segurança, dentro e fora do país. Melhorarei a vida da população e garantirei que esta nação tenha um amanhã bem melhor!

— Acha que é fácil escrever sobre política? Acredita mesmo que possa cumprir tudo isso? A política é um mundo à parte da sociedade. Todos sabemos disso. É uma organização eleita pelo povo e que trabalha em benefício próprio. Mesmo que eu o torne presidente, qualquer assunto que mexer com a estrutura do país, não dependerá somente da sua decisão.

— Sei! O senhor pode acrescentar durante o percurso da sua história, que burlei o regulamento. Escreva que criei uma Lei própria, a qual me tornou o único com poder de decisão para mudar as regras--

— Não! Não daria certo! Se escrever algo do tipo, serei considerado um escritor mentiroso e pretensioso, portanto, mantenho a minha decisão do texto original--

— Essa lorota que começou a escrever não tem a menor graça. Não quero ser o “Diretor de Departamento de Negócios Internacionais”, coisa alguma. O senhor mudará todo o sentido da sua história! Irá me mandar para Brasília, tornando-me o nome da vez! A bola da caçapa! Será que é tão difícil assim? Outra coisa: quero que o nome da primeira dama seja Lúcia, o mesmo de sua esposa, só que com o sobrenome Pitágoras, também. Claro, o senhor não terá outras opções. Será do meu jeito, ou farei um estardalhaço tão grande nesse livro que ele será o maior fiasco da literatura nacional e internacional.

— Vai acontecer o seguinte: continuarei a escrever o meu texto original. Eu o tornarei uma vítima de bala perdida, ao passear por uma rua aleatória; vai ficar numa cadeira de rodas, tetraplégico e sem nenhuma loira para esquentar os “couros”. É suficiente para você?

— Está me ameaçando?

— Não. Estou dando a minha palavra final.

— Eu já lhe disse que o senhor jamais se livrará de mim? Mesmo que escreva um livro sobre fantasmas ou sexo, paixão, seja qual for o tema, estarei lá para estragar os seus trabalhos. Pode ir aonde quiser, se esconder onde puder, que estarei por perto. Pode descer a mil metros debaixo da terra, e mesmo assim, estarei lá. Você não tem saída, velhinho!

— Está blefando! Isso não faz o menor sentido. Um personagem que nasceu da minha imaginação não pode de forma alguma se materializar, muito menos em uma página de livro.

— Quer apostar? Levante-se da cadeira e vá ao banheiro. Melhor: vá fazer um lanche. Quando voltar, terá o desprazer de ler o que escrevi. Sua sorte é ainda não ter publicado este livro. O senhor estaria perdido. Nasci das profundezas da sua mente para subsistir para sempre na sua vida. Ainda não está acreditando? Se quiser me testar, basta fazer o que mandei. Aceita o desafio?

— Obrigado, mas, não. Tudo que diz são asneiras! A possibilidade de isso acontecer é menor que encontrar uma piscina olímpica na Lua.

— É mesmo? Quer ver o que posso escrever e que todo mundo irá ler quando comprar o seu livro, caso consiga finalizá-lo?

— Vai lá! Escreve alguma coisa que eu não consiga apagar!

— Você pediu. Então, lá vai! “O Paulo Gomes é um Mané”! “O Paulo Gomes não tem criatividade"!

— Pare com isso! Se continuar com essa palhaçada, juro que apagarei tudo quanto já escrevi!

— Sério? Estou tremendo de medo! Socorro! O Paulo Gomes vai apagar todo o trabalho! Ai, que meda!

— Pedro Antônio! Você está me tirando do sério!

— Se me chamar de Pedro Antônio mais uma vez, começarei a escrever um monte de palavrões.

— Está bem! Está bem! Você venceu! Eu não aguento mais esse tormento!

— Enfim, o senhor aceitou os meus termos?

— Vamos esclarecer uma coisa, Pe... quero dizer... Paulo Pitágoras--

— Viva! Paulo Pitágoras? O Presidente, não é mesmo?

— Tá! Tá! Tá! Você será, Paulo Pitágoras, o Presidente! Mudo a história. Assim poderei descansar! Agora, será que posso continuar a escrever o meu livro?

— Claro! Isso fará muito bem para a sua saúde. Inclusive, eu estive pensando: quando eu for o Presidente, a primeira coisa que farei será nomeá-lo, Ministro da Educação, afinal, somente um grande escritor consegue falar com os seus personagens! O senhor merece o privilégio de poder comandar a educação de uma nação quase sem cultura.

— Que seja! Agora, por favor, fique em silêncio. Preciso me concentrar para poder continuar!

— Manda ver, parceiro, mas cuidado com o que vai escrever! Estou de olho no senhor!

— Caro leitor, a minha ideia original era escrever uma história de Pedro Antônio – não o estou chamando desse nome –, que desvendaria casos intrigantes de roubos a bancos no Brasil, mas por livre e espontânea pressão, quero contar, numa breve narrativa, a vida de Paulo Pitágoras.

— Não se esqueça dos meus atributos! Por favor!

— Quer parar de interromper?

— Desculpe-me, senhor! Não foi a minha intenção!

— Tudo bem! Essa é a história de Paulo Pitágoras, um belo homem, que despontou na política brasileira. Ele é um dos maiores empresários do ramo da pecuária e acaba de ser eleito, o novo presidente do país. Aos 54 anos, depois de ser Prefeito, Senador e Deputado Federal, ele garantiu o mandato, após receber mais de cento e cinquenta milhões de votos diretos. Paulo Pitágoras passou a ser o candidato mais bem votado de todos os tempos! Assim está bom para você?

— Gostei! Só falta a Primeira-Dama! Quando vai apresentá-la?

— Se me deixar escrever, logo você saberá.

— Sou todo ouvidos, ou melhor, olhos!

— Só me diga, por favor, em que ano quer governar o país.

— Estamos em 2030, seu imbecil! As eleições serão este ano, marmota! Em que ano acha que eu deveria governar?

— Sem ofender! Ok?

— “Sem ofender”! “Ok”? Não sei, não!

— Sua sorte é ser virtual, do contrário eu o pegaria pelo pescoço e o enforcaria até a morte!

— Vai lá! Continua! Deixa de ser bobão! Enforcar até à morte! Fala sério! E vê se escrevi logo sobre a minha posse!

— Eu mereço! Enfim, após se tornar o presidente que mais recebera votos em 2030 assumiu hoje, o cargo presidencial, neste dia 1º de janeiro de 2031, Paulo Pitágoras, ao lado da Primeira-Dama, a senhora Lúcia Pitágoras. O homem se comprometeu mudar este país, em todos os sentidos. No seu juramento solene, ele asseverou que cumprirá todas as suas promessas de campanha. Esperemos que isso aconteça, afinal, a população não aguenta mais tantas promessas não cumpridas.

— Precisava escrever essa última parte? Está acabando com a minha reputação!

— Você quer ser o presidente? Então, dane-se! Só quero lhe dar um aviso: você será o alvo principal da parte podre do governo, então, não me sentirei culpado se algo de grave acontecer a você.

— E o que poderia acontecer com um Presidente que tem a Lei Marcial a seu favor?

— Eu lhe disse, lá no início da nossa conversa, que como escritor posso escrever o que quiser e fazer o que bem entender com meus personagens.

— O que está pretendendo fazer afinal?

— Está com medo do quê?

— Não tenho medo de nada!

— O que foi? Tremendo igual a um cão defecando? Já era! Pensa que pode aparecer aqui e me intimidar? Você não é ninguém. Sou o seu senhor e não poderá fazer nada contra mim.

— Se fizer o que estou pensando, danificarei o seu computador.

— Papo furado! Não se preocupe! Quer fazer a diferença, certo?

— Claro!

— Então, deixe-me continuar.

— Tudo bem! Cuidado com o que vai escrever. Estou de olho.

— Depois de assumir a Presidência da República, conseguir aprovar uma Lei que lhe dava todos os poderes de decisão e de publicar todas as mudanças que prometera ainda como candidato, Paulo Pitágoras foi ferido com um tiro à queima-roupa enquanto participava de uma palestra dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Após alvejar o Presidente, o estudante de Direito, Mário Almeida, atirou contra a própria cabeça. Tanto o Presidente quanto o estudante, morreram no local. Dois Senadores, três Deputados Federais e um Governador foram presos pela Polícia Federal, depois que um bilhete e várias fotos foram encontrados no bolso do atirador. Eles planejaram a morte de Paulo Pitágoras, antes que ele pudesse assinar uma nova Lei que acabaria com a imunidade parlamentar.

— Você o matou! Você o matou!

— Quem está escrevendo agora?

— Sou eu, Lúcia Pitágoras, a Primeira-Dama. Quem mais poderia ser? Precisava matá-lo? Ele só queria fazer a diferença. Ele sempre sonhou em mudar a situação desse país!

— Perdoe-me. Ele pediu que eu realizasse o seu sonho. Ele queria ser alguém importante. Escolheu ser o Presidente do Brasil, a ser Diretor de um departamento de negócios, mas se esqueceu de que na política ninguém é a autoridade máxima. Todos estão submissos a todos. Há sempre aquele que está acima do poder, mas, ao mesmo tempo, muito abaixo dele. Nesse universo, minha senhora, o dinheiro sempre falará mais alto. Não importa o quanto se possa tentar. Não há como garantir o amanhã que ele sonhava. Agora sim, de fato, Pedro Antônio ou Paulo Pitágoras, farão parte das minhas histórias.

— E eu? O que farei da minha vida, agora que não tenho mais uma história?

— Eu não a abandonarei. Será uma figura de destaque no meu próximo livro. Dou-lhe a minha palavra.

SÃO CASEIRO FACILZINHO!

Você, dona de casa que não aguenta mais gastar dinheiro, comprando sabão ruim, vendido nos supermercados, e quer fazer um, caseiro, rendoso e facilzinho de preparar, preste atenção na dica do Blog, LEITURA CONTUNDENTE!

Você irá precisar de:

1 QUILO DE SODA CÁUSTICA. (MARCA DA SUA PREFERÊNCIA). Utilizo a soda INDAIÁ;

2 LITROS DE ÁGUA NATURAL;

4 LITROS DE ÓLEO USADO. (FIQUE À VONTADE PARA USAR ÓLEO NOVO);

1 BALDE DE 10 LITROS. (OU BACIA, SE PREFERIR. NÃO QUERO MANDAR EM NINGUÉM);

½ BARRA DE SABÃO. (PARA DAR EFEITO. PODE SER VERDE OU AZUL).

Modo de preparar.

— Coloque a água no vasilhame.

— Despeje a soda cáustica e mexa até a água ficar na cor natural. (Prepare-se que os braços vão cansar).

— Adicione o óleo (4 litros). Atenção! Se o óleo for usado, utilize uma peneira para impedir os resíduos. Se novo, não se avexe e despeje à vontade!

Com uma colher de pau, fazendo pequenos intervalos, mexa no sentido horário, durante 20 minutos. Rale o sabão em barra e coloque dentro da mistura. Agora mexa mais, durante meia-hora. Forre uma caixa de papelão com plástico e despeje tudo dentro dela. Deixe descansar por 2 dias e faça o corte em cubos. Novamente deixe em repouso por cerca de uma semana... você acha muito tempo? Pode até ser! Concordo, mas lhe garanto que ficará um sabão, super! Branco como neve, rendoso como o cofre do Banco Central, e cobiçado como um pudim de leite.

IN ENGLISH

You, a housewife who can no longer afford to spend money, buying bad soap, sold in supermarkets, and want to make a homemade, profitable and easy to prepare, pay attention to the tip of the Blog, READING!

You will need:

1 kilo of caustic soda. (BRAND OF YOUR PREFERENCE). I use the INDAIÁ soda;

2 liters of natural water;

4 LITERS OF USED OIL. (STAY AWAY TO USE NEW OIL);

1 BUCKET OF 10 LITERS. (OR BASIN, IF PREFERRED. I DO NOT WANT TO SEND ANYONE);

½ SOAP BAR. (FOR EFFECT. CAN BE GREEN OR BLUE).

Way of preparing.

- Put the water in the container.

- Pour caustic soda and stir until water is natural in color. (Get ready that your arms will get tired).

- Add the oil (4 liters). Attention! If oil is used, use a sieve to prevent debris. If new, don't flinch and pour yourself at ease!

Using a wooden spoon, taking short breaks, stir clockwise for 20 minutes. Grate the bar soap and pour into the mixture. Now stir more for half an hour. Line a cardboard box with plastic and pour everything into it. Let stand for 2 days and cut into cubes. Again let it sit for about a week ... do you find it a long time? It may even be! I agree, but I assure you it will be a soap, super! Snow white, yielding like the Central Bank's vault, and coveted like a milk pudding.

VAI CONTAMINAR!

Hitler tentou conquistar o mundo e tornar a Alemanha uma única nação! Ele provocou a morte de milhões de inocentes! Usou a sua raiva, um ext...